domingo, 5 de dezembro de 2010

OLIMPÍADAS DE ORTOGRAFIA

Olimpíadas de Ortografia - 2010/11
Regulamento

1.    OBJECTIVOS:
v Experimentar percursos pedagógicos que proporcionem o aperfeiçoar da escrita;
v Aprofundar a prática de escrita;
v Fomentar os hábitos de escrita nos jovens.

2.    MODALIDADE:
v Exercício de escrita de um texto seleccionado de acordo com o ano de escolaridade(5º, 6º, 7º, 8º e 9º anos).

3.    PARTICIPAÇÃO DOS CONCORRENTES:
v 1ª Fase de selecção – Todos os alunos de escola (2º e 3º ciclos);
v 2ª Fase de selecção – Alunos seleccionados na 1ª fase;
v 3ª Fase de selecção – Alunos seleccionados na 2ª fase.

4.    OPERACIONALIZAÇÃO:
v Um exercício de escrita por período:
- 1º Período: durante o mês de Novembro;
- 2º Período: durante o mês de Março;
- 3º Período: prazo a estipular;
v 1ª e 2ª fases - realizadas dentro da sala de aula pelos professores de Língua Portuguesa que leccionam cada uma das turmas;
v 3ª fase – Os alunos seleccionados por ano de escolaridade distribuir-se-ão por salas de acordo com um calendário oportunamente divulgado;
v A correcção dos exercícios de escrita de cada turma será da responsabilidade do respectivo professor de Língua Portuguesa.
4.1. Critérios de selecção:
v 1ª Fase - serão seleccionados todos os alunos que tiverem até 6 erros (inclusive);
v 2ª Fase – só participarão nesta fase os alunos que tiverem sido seleccionados na 1ª fase e passarão à fase seguinte todos os que tiverem até 5 erros inclusive;
v 3ª Fase – será(ão) vencedor(es) o(s) aluno(s) que tiver(em) o menor número de erros ortográficos.
4.2. Critérios de correcção:
v Será considerado erro ortográfico:
- palavra incorrectamente escrita;
- ausência de acento / sinal auxiliar de escrita;
v A correcção dos exercícios de escrita de cada turma será da responsabilidade do respectivo professor de Língua Portuguesa.
4.3. Prémios:
v O(s) concorrente(s) vencedor(es) receberá(ão) um diploma e um prémio a definir.

Concurso Nacional de Leitura - Alunos Concorrentes

No dia dezoito do mês  de Novembro terminou o prazo de inscrição para o Concurso Nacional de Leitura a nível de escola e os alunos concorrentes já podem requisitar os livros selecionados. Para tal, basta dirigirem-se à Biblioteca Escolar e preencherem a respectiva Ficha de Requisição. Podem ainda, se considerarem necessário, renovar a requisição dos livros por mais tempo e até durante as férias de Natal.
A lista dos alunos inscritos também se encontra no placard da BE/CRE.
Continuação de boas leituras!
CNL_ ALUNOS INSCRITOS_2010-11

domingo, 21 de novembro de 2010

VAMOS AO TEATRO

Visita de estudo ao teatro no Mosteiro dos Jerónimos

 (Agora já é possível  fazer a visita virtual ao monumento, para tal utilize as setas para ver tudo em 360 graus, os sinais + ou – para ampliar ou reduzir detalhes, e estender a visita a outras salas ou locais carregando nos alvos (em vermelho)).


Cartaz do Teatro
no Mosteiro dos Jerónimos 
O Auto da Barca do Inferno de Gil Vicente destina-se sobretudo aos alunos do 9º ano de escolaridade e desenvolve-se, de forma interactiva, no piso superior do Claustro do Mosteiro dos Jerónimos.

Todos os pretextos são bons par ir ao teatro, mas,  na sequência do estudo de um texto dramático, é quase imprescindível assistir a uma representação, num palco a sério, com actores de "voz e osso".

Vamos ter a oportunidade de preparar a ida ao teatro e conhecer pormenores sobre o trabalho complexo que é passar do texto à peça - pensa nos cenários, no guarda-roupa, no som, nas luzes, nas movimentações dos actores, entre outros... 
 
Para conhecer melhor a peça e a companhia de teatro
Ar de Filmes
  http://ardefilmes.no.sapo.pt/barca.html 
A Alcoviteira, Brísida Vaz

sábado, 20 de novembro de 2010

VAMOS AO CINEMA - O filme "A vida é Bela"

Capa do DVD  do filme
"A Vida é Bela"
Sinopse:
Na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, Guido, filho de judeus, é mandado para um campo de concentração, juntamente com seu filho, o pequeno Giusoé. Guido é um homem simples, inteligente e espirituoso, um pai amoroso, e graças a isso consegue fazer com que seu filho acredite que ambos estão a participar num num jogo, sem que o menino perceba o horror no qual estão inseridos.
Uma fábula tragi-cómica, o filme mais popular de Roberto Benigni, vencedor, entre muitos outros prémios internacionais, do Óscar para o melhor filme estrangeiro e melhor actor para Benigni. É uma deliciosa de fábula, e um hino à vida dos duros tempos da Europa da Segunda Guerra Mundial, onde o nosso protagonista Guido, um homem inocente, terá que utilizar a sua imaginação e força de vontade para salvar as vidas daqueles que ama.

Trailer do filme "A Vida é Bela", de Roberto Benigni

Análise da cena "OS QUATRO CAVALEIROS"



Os Quatro Cavaleiros
OS QUATRO CAVALEIROS
Gil Vicente termina com uma cena apoteótica que constitui a moralidade do auto. Opõe os cavaleiros que morreram a combater pela Fé aos que trabalhavam “pola vida transitória” [v. 830].
O facto de terem morrido a combater os Mouros é o suficiente para alcançarem o Paraíso: “morremos nas Partes d’Além / e não queirais saber mais” [vv. 849-850], responde o segundo cavaleiro ao Diabo quando este ousa interrogá-los. E o Anjo, ao declinar da cena, diz claramente: “...quem morre em talpeleja / merece paz eternal” [vv. 861-862].
Mestre Gil santifica a guerra que então travávamos no Norte de África, como já havia feito, quatro anos antes, na Exortação da Guerra.
Mário Fiúza, in op. cit.
 (extraído do manual escolar Com todas as letras - 9º ano, da Porto Editora)

Análise da cena "O ENFORCADO"


O ENFORCADO
Na derradeira parte do auto, aparece-nos um ladrão a quem a Justiça condenou à forca, ainda com o baraço em volta do pescoço, que vem convencido de que irá para o Céu. Quem o persuadiu? Gil Vicente afirma-nos que foi intrujado por Garcia Moniz, Mestre da Balança da Moeda de Lisboa,e, muito provavelmente, superior do poeta de 1513 a 1517. Este teria convencido o ladrão enforcado de que iria para o Paraíso, visto ter-se já purificado dos pec ados cometidos no purgatório do Limoeiro e que poder-se-ia considerar um “santo canonizado” por muito ter sofrido durante toda a sua vida.
Contudo, o Enforcado, desiludido pelo Diabo, reconhece finalmente que não tem perdão possível e, tal como já fizera o Judeu, nem sequer vai pedir ao Anjo que o acolha.
É nítida a intenção, da parte de Gil Vicente, de satirizar mais a doutrina do que o próprio ladrão enforcado. Enquanto não se apurarem mais dados biográficos sobre o Mestre da Balança da Moeda de Lisboa, esta cena permanecerá para nós um tanto ou quanto enigmática. O público do tempo, conhecedor de factos que desconhecemos, viu-a com olhos muito diferentes dos nossos.
Mário Fiúza, in op. cit.
 (extraído do manual escolar Com todas as letras - 9º ano, da Porto Editora)

Análise da cena "O CORREGEDOR E O PROCURADOR"



O Corregedor
O CORREGEDOR E O PROCURADOR
[Esta cena] forma um amplo quadro da Justiça humana, que Gil Vicente opõe à Justiça divina.
O Corregedor aparece-nos carregado de processos (feitos) e com uma vara na mão. Pouco depois, junta-se-lhe o Procurador, que vem abarrotado de livros. Ambos dialogam com o Diabo em latim jurídico deturpado, que tem função cómica e também caracterizadora.
A principal e quase única acusação que o Diabo lança ao Corregedor é a de não ter sido imparcial nas suas sentenças, deixando-se corromper por dádivas recebidas até de judeus. Parece que uma das prendas mais generalizadas era a perdiz, o que originou a célebre exclamação do Diabo: ”Oh amador de perdiz...” [v. 607].
O Corregedor não nega esta acusação e limita-se a atirar as culpas para cima da mulher. Era ela quem recebia as prendas e, por isso, ele sentia-se isento desse pecado.

Tal como na cena V [vv. 308-319], também Gil Vicente foca a confissão das almas pouco antes de falecerem. O problema é resolvido aqui deste modo: o Corregedor confessou-se mas ocultou todos os seus roubos, enquanto o Procurador nem sequer se confessou porque não se apercebeu que havia chegado a sua hora derradeira. Interessantes ainda dois pormenores a que vamos dar o devido relevo: o neologismo descorregedor, com forte carácter satírico, e o diálogo final entre o Corregedor e a Alcoviteira. O juiz do tribunal terreno torna-se réu no tribunal divino.
O Procurador


Merece ainda referência a pergunta formulada pelo Corregedor, inquirindo do Diabo se não existia lá “meirinho do mar”. Trata-se de um hábito adquirido no desempenho da profissão que o tipo não abandona mesmo depois da morte. Mais uma vez o Parvo se confunde com o Diabo quando insulta e injuria o Corregedor e o Procurador.
Observamos finalmente que, não obstante Gil Vicente ter dedicado ao Corregedor e ao Procurador igual número de versos, este aparece-nos com muito menos realce do que o seu companheiro.
Mário Fiúza, in op. cit.

(extraído do manual escolar Com todas as letras - 9º ano, da Porto Editora)